A mídia inteira dizendo que o Galo já era campeão da Libertadores.
Falei aqui, neste blog, que o Olímpia tem camisa pesada.
Três vezes campeão da Libertadores.
Uma vez campeão do mundo.
O Rei de Copas.
Não se derruba um time assim no blá-blá-blá.
E o Olímpia jogou melhor do que o Galo e mereceu vencer.
Chamou o alvinegro mineiro pro seu campo e contra atacou.
Pela direita, pela esquerda.
Não havia combate para os avanços dos laterais paraguaios e Richarlyson penava.
No primeiro gol o Tardelli desanimou de correr atrás do lateral.
Deixou-o passar como se não tivesse nada com aquela jogada e ficou olhando do alto de suas chuteiras coloridas
Rever chegou e foi tirado da jogada como um juvenil.
O lateral paraguaio cortou o zagueirão para a esquerda ajeitando o chute.
Onde estavam os famosos volantões do Galo que não apareceram?
Passados da bola.
Chute no canto.
Rateiro, meia força, Vitor se jogou todo esticado, tentando espalmar.
Não deu.
A bola tocou na trave e entrou.
Um a zero.
Ficou do jeito que o Olímpía gosta.
Queriam mais um gol, mas teriam paciência.
Jogavam o jogo de time boleiro.
Minuto por minuto.
As jogadas do Galo foram anuladas.
Ronaldinho anulado.
Cuca pirou e fez mexidas Galo Doido.
Tirou Ronaldinho, Jô...
E o Galo jogou mal.
Bola queimou nos pés dos defensores.
Ronaldinho pensou que deixariam ele dominar a bola alguma vez.
Nenhuma.
Não deixaram. Ele recebia e vinham dois três em cima. Combate duro e direto. Intenso.
Os brasileiros pareciam assustados.
Assustados não, surpresos.
Não foram lá para ganhar?
Não era assim que estava escrito na mídia brasileira?
Mas entraram e campo e deram com a compacta massa torcedora.
Surpresos, sentiram a força de uma torcida inesperada.
A impressionante torcida que lotou o Defensores del Chaco.
No finalzinho, falta ordinária na meia lua.
Segundo Gol do Olímpia.
Falha de Vitor que embolou com Alessandro, um atrapalhando o outro.
No jogo de volta, semana que vem, fazer dois nos paraguaios e levar pros pênaltes não vai ser fácil.
O Olímpia é melhor que o Newell's e do que o Tijuana.
Mais provável que dê Olímpia.
É time melhor.
Mas pode dar Galo também.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
DUNGA CHEGANDO E ABELÃO SAINDO?
O Internacional de Porto Alegre está jogando bem.
É um time definido.
Tem alguns bons jogadores, tem o velho Forlan que chuta muito.
Marcou dois contra o Flu - um, cobrando escanteio.
O padrão de jogo é claro.
Vê-se que o time foi treinado.
Ganhando o jogo, podia ter partido pra cima do Flu, tinha 3 a 1 no placar, mas medrou.
Encolheu, permitiu o segundo gol do tricolor.
Será por quê?
Vai saber.
Recuou e tomou sufoco.
Já tinha visto o colorado contra o Cruzeiro com dois jovens atacantes muito bons.
Otávio e Fred.
Fred acaba de ser vendido para algum time da Cortina de Ferro.
A União Soviética acabou, mas a cortina de ferro continua pendurada lá na porta da Europa Oriental.
Jogador vai pra lá e some.
Otávio não jogou contra o Fluminense.
Contra o Cruzeiro foi o melhor em campo.
Marcou gol, tabelou, driblou.
E é novo.
Dezoito anos.
Dunga organizou o Inter.
Aquele time apático de 2012 está correndo - não faltava vontade, faltava organização, treino.
Penso que é forte candidato ao título.
É o time que mais marcou gols até aqui.
E não erra muitos passes, pois tem D'Alessandro que é um meia verdadeiro.
No Brasil, jogando, só tem ele, o Jadson e o Alex.
Ronaldinho é meia atacante que organiza o ataque, mas não organiza o time. E tem Zé Roberto, o bom e veterano Zé Roberto do Grêmio, lateral que passou pro meio, corre muito, auxilia na marcação e, às vezes, arma.
Só à vezes.
Dunga entende o que faz.
Na época da seleção diziam que o sabido era o Jorginho, auxiliar dele.
Tá provado que não.
O Colorado prova isso.
O time tá muito bom.
Abel, segundo ti-ti-ti estaria indo para os Países Árabes.
Para algum deles, são vários - Qatar, Emirados, etc.
Ganhou campeonato se segurando na defesa.
Agora a defesa está falhando.
O goleiro, coitado, está perdido.
Fred marcava um gol e a defesa Cavalieri segurava.
Agora não mais.
Dunga chegando e Abelão saindo.
O SÃO PAULO E O VASCO COM AUTUORI E DORIVAL
Autuori deixou a caravela cruzmaltina para embarcar na canoa do Tietê.
Perdeu de 3 a 2 para o Vitória.
Podia ter levado de cinco ou seis.
O Vasco perdeu Autuori e buscou o Dorival que havia deixado o Flamengo.
O Vasco perdeu para o rubronegro por 1 a 0.
Podia ter levado três ou quatro.
Esperava-se mais do são Paulo.
A mídia paulista teceu loas e babou na pança pelo novo treinador.
Nelson Rodrigues dizia: babou na gravata.
Babou.
Autuori chegou com a fórmula mágica: 3 volantes pra marcar forte lá atrás e dar liberdade ao Ganso de criar.
Os três não marcaram e Ganso não criou.
Fórmulas no futebol e na vida de pouco adiantam.
É preciso ver o que dá boa mistura.
Na política, no amor, no futebol há misturas boas e ruins.
As ruins são mais fáceis de encontrar.
É preciso achar alguns elementos que dêem boa liga, aproximá-los, testar.
Dar tempo.
Cobrar, ensaiar, ensaiar mais.
Repetir.
Repetir de novo.
É preciso também ter alguns conhecimentos de alquimia.
Todos temos um pouco.
Guardiola tem mais.
Tite, Cuca, Mourinho também têm muito.
Aos conhecimentos alquímicos se ajunta algumas medidas de razão.
Autuori me parece absolutamente derrotado pela racionalidade.
Diz que trabalha com conceito.
Virou moda no mundo, na arte e até no futebol isso de trabalhar com conceito.
Pura racionalidade.
O artista pouco talentoso trabalha com conceito.
A mídia adora, pode explicar facilmente.
Está tudo ali, esmiuçado tim-tim por tim-tim.
Quatro defensores, três volantes e um meia de criação, dois atacantes.
Quatro - quatro - dois.
Os críticos de arte amam o conceito.
Já o talento (o conhecimento alquímico que ajunta as diferenças e faz um time, faz um todo onde ninguém via sequer uma parte) não pode ser explicado facilmente.
Difícil explicar o Santos de 2010 com Dorival, o Corínthians de 2012, alguns momentos do Galo de Cuca.
Dorival é intuitivo, talvez precise um pouco mais de racionalidade.
Autuori certamente precisa da intuição, essa alquimia do acaso.
Pronto, também escrevi uma fórmula.
E eu não conheço as quantidades de razão e intuição para fazê-la funcionar.
Guardadas as diferenças econômicas entre o poderoso São Paulo e o malbaratado Vasco, acredito que os cariocas conseguirão melhores resultados com Dorival que os paulistas com Autuori.
A fórmula é fácil.
Aviar é que é difícil.
O CRUZEIRO É UM TIME QUE TREINA?
O Cruzeiro errou 35 passes durante a partida que jogou contra o Náutico de Futebol Capibaribe.
Trinta e cinco.
É muita coisa.
Não se trata de lançamento longo que o adversário intercepta.
É passe mesmo, passe curto.
Toque.
Uma aberração.
O Náutico errou outros trinta e tantos.
Setenta passes errados, ou seja, não teve jogo.
Se contarmos as faltas, laterais, bolas pela linha de fundo e escanteios, não teve jogo fluindo.
Só erros e paralizações.
Uma vergonha.
Éverton Ribeiro é um dos que mais erram.
Éverton precisa evoluir muito.
Parece jogador recém saído da base.
E não é.
Ele tem errado dois terços das tentativas de passe ou lançamento.Todos no Cruzeiro erram demais.
Dedé é um dos que menos erra.
Martinuccio também erra pouco.
Os outros são medonhos.
Desconfio que não treinam passe.
Marcelo Oliveira não deve ter exercícios de passe aplicáveis.
Treinamento de passes em velocidade, de primeira, triangulações para trás e para diante, ultrapassagens, tocar e distanciar, tocar e aproximar enquanto outro se distancia.
A troca de passes na defesa, na transição para o ataque, no ataque.
Treinamento é repetição.
Repetir, repetir até ficar diferente.
Repetir é o dom do estilo.
Assim ensinou o grande Manoel de Barros, poeta maior do Brasil.
Marcelo Oliveira talvez faça apenas o que maioria do treinadores faz: reduz o campo e faz ataque contra defesa.
É rame rame.
Mediocridade.
E talvez, como faz a maioria do treinadores, fique falando no ouvido do jogador.
Faz isso, faz aquilo.
Mas não treinou à exaustão, não repetiu, repetiu, repetiu.
Quer que o jogador aprenda na teoria o que não exercitou na prática.
Talvez, como a maioria dos treinadores, ele não tenha um suprimento de exercícios que podem ser repetidos.
O Cruzeiro venceu o Náutico, mas não convenceu.
E o torcedor não gosta do que vê.
Tanto não gosta que não vai a campo.
Pleno domingo à tarde, tempo bom, e apenas 15 mil torcedores.
O espectador sabe que o espetáculo será ruim.
Não vai a campo apenas ver o time ganhar.
Vai para ver um espetáculo.
Se não tem, melhor ficar em casa.
Ou visitar o Inhotim, ver um show, uma peça, um filme.
Eu vi pela televisão.
Não vi o jogo todo, porque aí é pedir demais.
Ver o Cruzeiro jogar é como assistir/ouvir uma orquestra que não foi ensaiada.
Ou que foi mal ensaiada.
E onde não há um só virtuose.
É um programa chato.
E sem público.
Trinta e cinco.
É muita coisa.
Não se trata de lançamento longo que o adversário intercepta.
É passe mesmo, passe curto.
Toque.
Uma aberração.
O Náutico errou outros trinta e tantos.
Setenta passes errados, ou seja, não teve jogo.
Se contarmos as faltas, laterais, bolas pela linha de fundo e escanteios, não teve jogo fluindo.
Só erros e paralizações.
Uma vergonha.
Éverton Ribeiro é um dos que mais erram.
Éverton precisa evoluir muito.
Parece jogador recém saído da base.
E não é.
Ele tem errado dois terços das tentativas de passe ou lançamento.Todos no Cruzeiro erram demais.
Dedé é um dos que menos erra.
Martinuccio também erra pouco.
Os outros são medonhos.
Desconfio que não treinam passe.
Marcelo Oliveira não deve ter exercícios de passe aplicáveis.
Treinamento de passes em velocidade, de primeira, triangulações para trás e para diante, ultrapassagens, tocar e distanciar, tocar e aproximar enquanto outro se distancia.
A troca de passes na defesa, na transição para o ataque, no ataque.
Treinamento é repetição.
Repetir, repetir até ficar diferente.
Repetir é o dom do estilo.
Assim ensinou o grande Manoel de Barros, poeta maior do Brasil.
Marcelo Oliveira talvez faça apenas o que maioria do treinadores faz: reduz o campo e faz ataque contra defesa.
É rame rame.
Mediocridade.
E talvez, como faz a maioria do treinadores, fique falando no ouvido do jogador.
Faz isso, faz aquilo.
Mas não treinou à exaustão, não repetiu, repetiu, repetiu.
Quer que o jogador aprenda na teoria o que não exercitou na prática.
Talvez, como a maioria dos treinadores, ele não tenha um suprimento de exercícios que podem ser repetidos.
O Cruzeiro venceu o Náutico, mas não convenceu.
E o torcedor não gosta do que vê.
Tanto não gosta que não vai a campo.
Pleno domingo à tarde, tempo bom, e apenas 15 mil torcedores.
O espectador sabe que o espetáculo será ruim.
Não vai a campo apenas ver o time ganhar.
Vai para ver um espetáculo.
Se não tem, melhor ficar em casa.
Ou visitar o Inhotim, ver um show, uma peça, um filme.
Eu vi pela televisão.
Não vi o jogo todo, porque aí é pedir demais.
Ver o Cruzeiro jogar é como assistir/ouvir uma orquestra que não foi ensaiada.
Ou que foi mal ensaiada.
E onde não há um só virtuose.
É um programa chato.
E sem público.
domingo, 14 de julho de 2013
GALO "B" DEU NO TIMÃO. CUCA É MELHOR DO QUE TITE?
O time 'b" do Galo bateu o Corínthians no Pacaembu.
Um a zero.
Podia ser de mais.
O Corínthians continua com bom padrão de jogo.
E com a mesma dificuldade para marcar gols.
Um a zero é goleada pros paulistas.
Ainda mais agora que perdeu Paulinho.
Na hora agá ele decidia.
Um chute de fora da área, uma cabeçada.
Hora agá é quando os caros atacantes do timão negam fogo.
O que sempre acontece.
Pato e Paolo Guerreiro não são grandes artilheiros.
Romarinho também só marca de vez em quando.
Não se pode contar muito com ele no quesito artilharia.
Todos bons atacantes, mas não artilheiros.
Aí o Paulinho compensava.
Sem Paulinho sobrou pro Ibson.
Ibson deve ter marcado poucos gols na carreira.
Guilherme, o que jogava na Portuguesa também é inapetente em relação a gols.
Ralf só defende.
E o time "b" do Galo é bom.
Teve dois gols anulados.
Perdeu outros tantos.
O Timão teve mais posse de bola.
Perdeu lá seus gols.
O Galo foi mais agudo.
Berola nadou de braçada.
Guilherme - que voltou a jogar como nos tempos do Cruzeiro - deu um drible no Gil que o beque ficou tonto.
No Cruzeiro ele era segundo atacante, no Galo varia funções. Vai de meia armador a atacante.
Substitui o Ronaldinho Gaúcho.
Substituiu bem.
Bernard entortou a zaga paulista.
Rosiney jogou muito bem.
Tem vantagem sobre Donizete: marca gols.
Hoje marcou.
Rever jogou um pouco, saiu.
Entrou pra pegar jogo, pois esteve suspenso nas duas contra o Newell's.
De titulares só ele, o Bernard que está suspenso e não enfrenta o Olímpia e o Vitor.
Vitor salvou umas bolas difíceis.
Cuca foi melhor que o Tite.
Um a zero.
Podia ser de mais.
O Corínthians continua com bom padrão de jogo.
E com a mesma dificuldade para marcar gols.
Um a zero é goleada pros paulistas.
Ainda mais agora que perdeu Paulinho.
Na hora agá ele decidia.
Um chute de fora da área, uma cabeçada.
Hora agá é quando os caros atacantes do timão negam fogo.
O que sempre acontece.
Pato e Paolo Guerreiro não são grandes artilheiros.
Romarinho também só marca de vez em quando.
Não se pode contar muito com ele no quesito artilharia.
Todos bons atacantes, mas não artilheiros.
Aí o Paulinho compensava.
Sem Paulinho sobrou pro Ibson.
Ibson deve ter marcado poucos gols na carreira.
Guilherme, o que jogava na Portuguesa também é inapetente em relação a gols.
Ralf só defende.
E o time "b" do Galo é bom.
Teve dois gols anulados.
Perdeu outros tantos.
O Timão teve mais posse de bola.
Perdeu lá seus gols.
O Galo foi mais agudo.
Berola nadou de braçada.
Guilherme - que voltou a jogar como nos tempos do Cruzeiro - deu um drible no Gil que o beque ficou tonto.
No Cruzeiro ele era segundo atacante, no Galo varia funções. Vai de meia armador a atacante.
Substitui o Ronaldinho Gaúcho.
Substituiu bem.
Bernard entortou a zaga paulista.
Rosiney jogou muito bem.
Tem vantagem sobre Donizete: marca gols.
Hoje marcou.
Rever jogou um pouco, saiu.
Entrou pra pegar jogo, pois esteve suspenso nas duas contra o Newell's.
De titulares só ele, o Bernard que está suspenso e não enfrenta o Olímpia e o Vitor.
Vitor salvou umas bolas difíceis.
Cuca foi melhor que o Tite.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
AUTUORI VAI FAZER O SÃO PAULO JOGAR?
Paulo Autuori deixou o Vasco.
Com um discurso politicamente correto.
Já que o Vasco não cumpiru com um acordo de cavalheiros de colocar em dia o pagamento dos atlestas e dos funcionários, ele não poderia permanecer.
Discurso bonito.
Mas quem, sóbrio, acreditaria que o Vasco arranjava dinheiro para por em dia pagamentos que vem atrasando há anos?
Só o Chaves... mi mi mi mi mi mi mi.
Mas foi boa desculpa.
O certo, todavia, é que ele não conseguiu fazer o Vasco jogar.
Aliás, todos os times treinados por ele jogaram feio.
Tem títulos daqueles em que remou no barco da sorte, pegou times formados por outros treinadores e contou com boa estrela.
Exceto no Botafogo onde fez bom trabalho no anos 1990.
No Cruzeiro e no São Paulo, não.
O cavalo passou arreado e ele montou.
Quando a canoinha de Ney Franco começou fazer água no Tietê, sentiu que poderia ser pra ele o cargo.
Desligou-se da desmantelada caravela cruzmaltina.
Tinha concorrência.
Muricy fez acenos, insinuou-se, queria voltar, se ofereceu.
Juvenal nem bola deu.
Muricy é outro que adora time amarrado, jogando feio, ganhando de meio a zero.
Autuori dificilmente fará bom trabalho.
Costuma culpar jogadores por resultados ruins.
Foi assim no Cruzeiro (11V, 5 E, 4 D com 63% de aproveitamento), passando toda a culpa para os jogadores que em campo foram goleados pelo Galo.
Saiu do campo para a rua.
Seus dois últimos trabalhos no Brasil foram péssimos.
No Grêmio (13V, 11 E, 12 D com 46% de aproveitamento) e no Vasco (4 V, 2 E, 5 D com 42% de aproveitamento).
Os títulos de Libertadores e Mundial colocam o treinador num patamar em que quase nada o atinge.
Ganha carta branca pra errar.
E Autuori tem errado no limite do absurdo.
Mas compensa com um discurso pseudo acadêmico que a mídia gosta de ouvir e isso ajuda.
Pouco tempo atrás, no Bola da Vez da ESPN, falou que os treinadores brasileiros não estudam, não se atualizam, estão ultrapassados.
É verdade.
Mas na boca de Autuori a acusação soou estranha.
Mesmo assim a bancada do programa, boazinha, não perguntou onde ele mesmo se atualizava.
Treinadores perguntaram.
__ No Qatar?
Não soube responder.
O time do São Paulo, hoje, é limitado.
Tem os ótimos Jadson e Oswaldo, o bom Caio e o Aloísio Boi Bandido, o inapetente Ganso e os decadentes e poderosos Luis Fabiano, Lúcio e Rogério Ceni.
Lucas, o bom Lucas se foi e o time perdeu consistência.
O vestiário remou contra Ney.
Será grande surpresa se Autuori fizer o São Paulo jogar.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
O GALO NÃO ESTÁ AJUDANDO A SORTE.
É preciso ajudar a sorte.
O time do Atlético tem contado com ela sem conseguir ajudá-la.
Depois de uma primeira fase espetacular quando atropelou todo mundo, o time empacou.
Não é que "virou o fio" como se diz em futebolês.
É que os outros times descobriram as fragilidades alvinegras.
E Cuca não tem jogador para mudar a configuração.
Assim, mesmo com um elenco menos poderoso, Tijuana e Newel's foram melhores, sufocaram o Galo.
O meio campo do Galo tem Ronaldinho na hablilidade e os dois volantes que defendem muito, mas não pensam o jogo.
Hoje, com o futebol jogado em alta velocidade é preciso ter voltantes que saibam organizar a equipe por trás.
Pierre e Donizete não conseguem fazer isso.
Paulinho e Luiz Gustavo fazem isso na seleção.
Ralf e Paulinho no Corínthians.
Talvez hoje a famosa mística do "dez" no futebol esteja sendo invertida.
Passe a ser a mística do "cinco", aquele que organiza o time por trás.
Não há espaço para o dez jogar livre, imaginar jogadas. Ele joga espremido pela linhas compactas do futebol atual.
Ronaldinho tem feito algumas boas jogadas, tem habilidade, conseguiu um passe para o gol de Bernanrd, mas seu jogo não flui como no primeiro semestre.
Por que?
Porque ficou manjado que Pierre e Donizete só correm atrás e desarmam. Eles não organizam, não marcam gols.
Os adversários neutralizaram o Ronaldinho ou impediram que a bola chegasse a ele.
Pronto.
Os outros dois não sabem o que fazer.
E resta apenas uma jogada.
Chutão e o Jô, alto e forte, apara para os outros - Bernard, Tardeli, Ronaldinho.
Quando isso não dá certo a bola bate e volta.
E tome Pierre e Donizete defendendo furiosamente.
Bernard também caiu muito de produção.
Ele armarva o time pela esquerda, hoje não faz isso com a mesma eficiência.
No primeiro semestre e no ano passado, Bernard foi impressionante.
Atacava e defendia com o mesmo ímpeto.
Hoje defende menos.
Por causa da fama?
Vai saber.
Mas não defende.
Algumas vezes volta.
Menos veloz, menos incômodo aos adversários.
Leva um esbarrão, cai, fica lá deitado, esperando a piedade do juiz.
Antes caía e se levantava, voltava ao combate.
Tardelli chegou e entrou bem no time, encaixou no ataque.
Elogios e mais elogios.
Mas a Tardelli falta vitalidade.
Não tem a chama do boi bandido.
Então vemos o Jô, inúmeras vezes, ajudando Marcos Rocha, porque Tardelli não consegue.
Ou não quer, ou não se ajusta.
Ou não sabe.
Tardeli não consegue fazer o que Cavani faz com facilidade, lembram-se?
Voltar, marcar, desarmar, armar, marcar gol.
Quando Jô se incumbe disso, o ataque não anda, pois ele não está lá para aparar os chutões defesa-ataque.
Assim - com o meio campo desvendado pelos adversários - mesmo sem ajudar a sorte, o Galo contou com ela contra os mexicanos e contra os argentinos.
Contra o Olímpia será diferente.
O time paraguaio é pior que os dois anteriores.
Mas tem uma camisa três vezes campeã da Libertadores.
Numa final isso conta.
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